Passadas as festas de final de ano Sofia ainda de férias estava feliz e cheia de idéias, brincar era inventar sempre algo novo, ela se reunia com sua turma da rua e todos falavam sobre suas idéias, e lá ia a debandada se divertir. As brincadeiras podiam ser as antigas de esconder, de pega-pega, queimada, com um toque de uma das crianças acabava se modernizando. As brigas eram inevitáveis, mas, sempre engraçadas e no final de mais um dia de brincadeira a paz era selada e a amizade retomada. Sofia chegava faminta na hora do jantar, suja e suada, porém com um sorriso imenso e os olhos brilhavam um misto de cansaço e felicidade (olhar este que depois de adulto ficam raros), tomava seu banho e depois passava pela revista de Ítala, orelhas, cabelo, unhas e ela ria muito, pois esta revisão pós banho era cheia de cócegas e “nossa quanta sujeira”. Seu jantar era servido comida gostosa e bom papo com sua mãe e Ítala, quando acabava estava com cara de quem ia dormir ali mesmo, então suas duas guardiãs a conduziam até seus aposentos onde bonecas, bola, jogos de tabuleiro pareciam já estarem adormecidos há muitas horas. Um beijo e Sofia sorria já dormindo.


Um comentário:
Uma historinha breve perfumada de palavras simples...
Gostei.
Um beijo cá deste lado, a outra margem so Atlântico
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